terça-feira, janeiro 11, 2005

«O CÓDIGO DA VINCI»


Pelo título deste meu artigo, já todos devem ter percebido que hoje vou partilhar convosco as minhas impressões sobre esse famoso e polémico romance.
Todos os leitores atentos dos meus artigos já devem ter também precebido que não resisto a uma boa polémica e, por isso, não poderia deixar de ler este romance.
Em termos gerais, e numa opinião muito pessoal, considero que o romance está muito bem escrito e estruturado. Tem a qualidade, que muito aprecio, de manter o leitor em espectativa e com uma irresistivel vontade de ler o capítulo seguinte.
Quanto à polémica, em relação aos seus conteúdos, no meu humilde entender, deve ler-se esta obra não perdendo de vista aquilo que é: um romance. Como romance que é, apresenta aquilo que a imaginação do autor lhe sugeriu (e que fecunda imaginaçáo que tem...). Há, no entanto, o real perigo de que os leitores menos formados e atentos poderem tomar os pseudo-factos apresentados pelo autor como factos. E esse é um perigo real! No estanto, quem aprofunde um pouco, rápidamente descobre uma série de incoerências (para não dizer erros, que seria a palavra mais indicada...). Como exemplos, basta citar a deturpação que faz do Concilio de Niceia, da falta de formação que demonstra ter na área da história da Igreja Antiga, nomeadamente sobre a época de Constantino, dos parcos conhecimentos de grego antigo, ... são ínumeros e grandes os erros que apresenta como base para o desenrolar do enredo... mas, sobre isso, já existe literatura, como o “Descodificando o Código Da Vinci”...
Quero, finalmente, partilhar convosco o quão interessante foi ler esta obra. Durante a sua leitura fui descobrindo que, e aí estava o meu espirito critico a funcionar, estava sempre a buscar as razões da minha fé, e, curiosamente, esta leitura serviu para as reforçar!!!

Aos espiritos criticos aconselho a sua leitura.
Aos espiritos sensíveis, obviamente, desaconselho-a.
Agora cada um que faça o que entender!!!

Ass: Nuno Miguel Lopes

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