terça-feira, agosto 30, 2005

XXI ENCONTRO NACIONAL DA JMV


De 25 a 29 de Agosto, no monte de Santa Quitéria, em Felgueiras, a JMV reuniu para mais um Encontro Nacional (o XXI). O tema que regeu todos os trabalhos foi: «Viemos para Te adorar», e dividiu-se em «Reconheceram-No ao partir do Pão» (Sexta-feira), «História da Missa» (Sábado) e «Missa e missão» (Domingo). Durante os vários dias do encontro pretendia-se que os jovens se adentrassem mais na Eucaristia, recebendo um pouco de formação teológica, conhecendo melhor a sua história e encarando-a cada vez mais, não só como fonte e cume da Igreja, mas também como impulso e alimento para a missão.
Durante os dias do encontro, e fora dos tempos de formação, foram proporcionados momentos de oração pessoal ou comunitária diante do Santíssimo (que esteve continuamente exposto). Além disso celebrou-se uma celebração penitencial (sexta-feira), uma celebração mariana (sábado) e a eucaristia final em Margaride (Domingo).
Os tempos livres foram ocupados de maneiras muito variadas: «apanhados» fotográficos, testemunhos missionários, canções do P. Ramboia (é um pseudónimo... mas todos o conhecem....), karaoke,...
Foi um bom encontro nacional, desde o tema de formação, às orações, aos tempos livres e diversões,... foram 5 dias muito intensos e bem passados.

Nuno Miguel Lopes, CM

Nota: No encontro participámos o Bruno, o Pedro e eu, como animadores de comunidade...

sexta-feira, agosto 05, 2005

A ALTA EDUCAÇÃO DO PADRE


Terminei hoje de ler o livro do (nosso) P. Sena Freitas, recentemente (re)editado pela Universidade Católica Portuguesa, intitulado «A Alta Educação do Padre». É certo que o que é de sua autoria é a “introdução, nacionalização e comentação de dois notáveis discursos de Monsenhor Spalding, Bispo de Peoria nos Estados Unidos”, mas a dimensão e riqueza dessa sua “Introdução”, editada por primeira vez em 1909, levou-me a ficar surpreendido com este (até então para mim) ilustre desconhecido.

Numa época dificil não só política mas também eclesiasticamente, o P. Sena Freitas, seguindo o pensamento do Msr. Spalding, apresenta como urgente e fundamental a boa formação dos futuros sacerdotes, não só nas ciências teológicas mas também nas outras ciências. Afinal estava-se ainda a sofrer os efeitos da “guerra” fé-razão, e um sacerdote sem uma boa preparação, por muito santo e piedoso que seja, se não está no mundo e nem tenta compreendê-lo acaba por prestar um serviço incompleto (para não dizer mau) à Igreja.
Se a ideia do P. Sena Freitas era verdadeira para o seu tempo, não o deixa de ser para o nosso. Afinal, neste tempo de progressiva laicização da sociedade e do mundo, urge que os sacerdotes procurem falar numa linguagem inteligivel para os homens a quem se dirigem, para que a Igreja não se encaminhe para um ghetto, para fora do mundo.
Porém, como já o afirmava o P. Sena Freitas, o que é necessário não é só propiciar a adequada formação académica aos seminarista, mas também, e fundamentalmente, que cada sacerdote, e cada leigo, busque a formação de que necessita por sua propria iniciativa.
São os retos do P. Sena Freitas...
... Como os acolhemos nós hoje?

Nuno Miguel Lopes, cm

SEMINÁRIO INTERNO – NOVA ETAPA


Lá fora o som da concertina ecoa por todo o monte... algumas vozes tentam acompanhar a música mas, já cansadas pelos muitos anos de uso, quase que se não ouvem... mas vão mostrando que esse facto não se deve à falta de esforço...

Como havia anunciado, o Seminário Interno, depois de 10 meses em Teruel, transladou-se para vários lugares espalhados pela Península Ibérica: Lisboa (o Bruno), Saragoça, Bilbao, Pamplona, Canárias, Benegalbon, Burgos e Felgueiras. Estes foram os lugares para os quais nós, seminaristas, fomos enviados para o nosso estágio pastoral.
A mim coube-me vir até ao Monte de Santa Quitéria (Felgueiras). Durante este mês (de 1 de Agosto até 4 de Setembro) estou inserido nesta comunidade. Não só tenho a possibilidade de viver em e com outra comunidade mas também de participar em algumas actividades do Lar Vicentino.

Hoje, nos jardins diante da casa, está a decorrer um convivio/pic-nic para e com os utentes das várias instituições da zona. A animação reina. O peso da idade já não lhes permite grandes aventuras, mas o espirito de convivio leva estes que são jovens há muito mais tempo que eu a viver uma sã alegria que contagia quem por perto se encontra. As palmas fazem-se ouvir e alguns até se atrevem a um pézinho de dança...

A experiencia do estágio pastoral não começou mal... vamos ver como será daqui para diante...

Nuno Miguel Lopes, cm