quinta-feira, março 31, 2005

Aniversário do Pe Ángel...

Esta última semana, desde quinta-feira Santa até hoje, estivemos em festa: De quinta-feira Santa até ao Domingo de Ressurreição celebramos, como todos os cristãos, o Mistério Pascal; na segunda-feira, celebramos a alegria de mais um aniversário, o 65º do superior da casa, o Pe Ángel Pascual; ao Pe Ángel desejamos que celebre, em alegria, muitos mais anos; no dia seguinte, terça-feira, celebramos, e muito bem, o meu aniversário e que o Nuno já referiu; por fim, até hoje e desde segunda-feira, o Pe Nélio fez-nos uma visita para saber como estamos a sentir-nos aqui e conhecer a comunidade; ficou satisfeito com o que viu e ouviu e nós agradecemos-lhe a visita...
Estes foram os principais acontecimentos desta última semana, mas a alegria continua com o tempo de Páscoa, tempo de alegria entre todos os cristãos...

Bruno, c.m.

quarta-feira, março 30, 2005

O BRUNO E AS TORTILLAS...


Na passada terça-feira, dia 29 de Março, foi dia de festa aqui em Teruel: o Bruno completava 22 anos de vida. Em virtude de tal solenidade não houve aulas no seminário interno (e também, claro, porque era feriado em Teruel...). Todos ficámos tão felizes que passámos o dia a cantar-lhe os parabéns, em todos os sitios e ocasiões... principalmente quando havia gente por perto.
Para bem celebrar a ocasião, e porque em Teruel nesse dia (o dia do sermão das “tortillas”; não me perguntem porquê... porque o não sei) é costume ir fazer um piquenique para o campo, também nós preparámos o farnel, pegámos na carrinha e partimos à busca de lugar para o banquete...
O lugar era bonito... muitas árvores, água (chamam-lhe rio, mas para mim é um charco...), pássaros cantando, mesas, assadores... tudo o necessário para o nosso almoço...
A primeira tarefa foi buscar lenha para a fogueira... até o Nélio ajudou (o Bruno falará da sua estadia... pelo menos assim o espero, porque tal me prometeu...). Acendida a fogueira, já existindo brasas, foi tempo de começar a assar as chouriças, os chouriços, o entrecosto, a costoletas de borrego,... e, claro, começar a comer... comemos bem, bebemos bem, diverti-mo-nos...
Terminada a refeição, e depois de tudo arrumado na carrinha, partimos em busca de outras paisagens... afinal tinhamos o Nélio de visita e essa era a desculpa perfeita para mais um pouco de passeio... (he... he... he...)
Visitámos umas aldeias ou vilas muito interessantes e recheadas de marcas da longa história que nelas havia sido feita...
Terminada a visita cultural voltámos a casa felizes e contentes... e já fartos de cantar os parabéns ao Bruno (o pobre já não tinha mais sangue para lhe colorir a cara por tantas vergonhas passadas...).
Enfim, um dia bem passado...
E, claro, uma vez mais, e para ti Bruno: “Cumpleaños feliz...”


Nuno Miguel Lopes, c.m.

PÁSCOA RURAL...


Recém chegados de Zaragoza, e depois de uns renovadores exercicios espirituais, na última quarta-feira, dia 24 de Março, partimos à descoberta de novos mundos e novas aventuras...

As malas estão feitas... Tudo está carregado na carrinha... é hora de partir!
À medida que a carrinha se ía distanciando do seminário o caudal do rio ía engrossando... eram as lágrimas do Bruno e do José que ficavam para servir a paróquia na liturgia das celebrações da Páscoa... (é mentira... mas até fica poético...)
A estrada à nossa frente era cada vez mais estreita e perigosa... íamos subindo e as ravinas eram cada vez mais assustadoras... alguns já se sentiam enjoados... outros já jogavam com os telemóveis que, não tendo rede, pelo menos serviam para alguma coisa...

E eis que finalmente e num grande e em uníssono «OOOOOOOHHHHHH» avistamos a primeira aldeia em que íamos trabalhar: TORMÓN. Parecia-nos estar perante um postal... ao fundo os altos montes... mais perto as casas todas de pedra e aninhadas em redor da torre da igreja... o fumo timidamente ia saindo de algumas chaminés... um cão pachorrentamente olhava a carrinha que passava e cortava o silêncio habitual... um rosto que se vislumbrava numa perdida janela...

Depois de mais uma curvas... e outras curvas.... e mais curvas... finalmente chegamos a ALOBRAS. Aí estava aquela que seria a nossa casa até ao domingo de Páscoa.

Chegámos e começámos a instalar-nos. As condições, nada parecidas com um RITZ, eram as suficientes para um grupo de missionários como nós: 5 quartos, um WC e, muito importante, uma salamandra para nos aquecermos...
Primeira refeição... a animação que reinaria nos dias seguintes já se vislumbrava... À mesa estávamos as duas Filhas da Caridade (Magdalena e Manuela), uma JMV (Angela) e seis seminaristas (Ramón, Alexis, Nacho, Luis Miguel, Toni e eu)... para que o grupo ficasse completo só faltava a Rebeca (outra JMV), que chegou no dia seguinte.

O nosso trabalho consistiu em preparar e celebrar a Páscoa com aquelas gentes de ALOBRAS, TORMÓN e VEGILLAS. Preparámos os monumentos para quinta-feira Santa... animámos as eucaristias nesse mesmo dia... participámos e orientámos a hora santa nos 3 locais... preparámos e, com o povo, na sexta-feira de manhã, fizémos a Via Sacra... Participámos e animámos as celebrações de sexta-feira Santa (muito bem presididas pelo Ramón, pelo Alexis e pelo Toni)... visitámos os doentes na manhã de sábado e levá-mos-lhes a comunhão... preparámos e animámos a Vigilia Pascal em Alobras e, finalmente, no Domingo de Páscoa, preparámos e animámos as celebrações da palavra em Vegillas (onde pela primeira vez na minha vida presidi a uma celebração da palavra) e em Tormón (onde presidiu o Nacho)...

Foram dias muito intensos, com pouco descanso mas com muita animação... e daquilo que vivemos quero destacar duas coisas:
Primeiro a Vigilia Pascal: ao nosso grupo juntaram-se os estudantes do teologado da CM (que de Barakaldo tinham vindo para celebrar a Páscoa numas aldeias perto de Teruel), o seu director e o Bruno (que já nem comía com saudades nossas) ... foi uma celebração com 3 pessoas no altar (os PP. Félix e David a celebrar e o Luis Miguel a acolitar), o que é algo quase inédito por aquelas paragens... como eramos muitos a cantar a celebração foi muito animada... foi uma celebração muito simples, mas também muito vivida... as pessoas ficaram encantadas e nós também....
Segundo a Celebração da Palavra em Vegillas no Domingo de Páscoa: como disse antes, foi a primeira vez que presidi a uma celebração da Palavra... foi também a primeira vez que distribuí a comunhão... e, numa primeira vez, fi-lo em espanhol...

Foi uma experiência muito boa... na simplicidade e na beleza da serra creio que conseguimos celebrar dignamente a Páscoa do Senhor!!!


Nuno Miguel Lopes, c.m.

terça-feira, março 29, 2005

ALELUIA!!!

Depois de estarmos em exercicios espirituais...
Depois de celebrarmos o Tríduo Pascal com as gentes da serra...
Depois de já termos o P. Nélio entre nós...

Aqui estou, querendo, antes de mais, saudar a todos os membros da CM e da Família Vicentina de Portugal com um grande Aleluia em Jesus Ressuscitado!!!

Muito há que contar...
Muitos artigos a escrever...

Esperai e lereis...


Ass: Nuno Miguel Lopes, c.m.

sábado, março 26, 2005

Feliz Páscoa

Desde Espanha, Teruel, e em nome de toda a comunidade, votos de uma feliz e santa Páscoa para todos!...

quinta-feira, março 24, 2005

Exercícios Espirituais

De 18 a 23 de Março, ontem, os seminaristas das províncias de Saragoça e Barcelona, juntamente connosco que estamos a fazer o Seminário Interno, realizámos os nossos exercícios espirituais na cidade de Saragoça. O orientador dos exercícios foi o Pe Félix, sub-director do Seminário Interno.
No primeiro dia, para além das apresentaçoes, programámos as actividades dos restantes dias; assim e resumindo o mais importante, iniciávamos o dia com Laudes ás 8:30, seguido do pequeno almoço e uma pequena exposição de um tema para reflexão pessoal até ao almoço, ás 14h. Depois de um pequeno descanso, ás 17h tínhamos mais uma exposição de outro tema, seguido, também, de reflexão pessoal. Terminávamos o dia com a celebração da Eucaristía ás 20h e jantar ás 21h.
Os temas, expostos pelo Pe Félix, basearam-se na Pessoa de Jesús Cristo e seu significado para nós, no perfil de um vicentino nos dias de hoje e na importancia da comunidade. O momento culminante de todos estes dias foi a celebração penitencial, no dia 22 ao fim da tarde.
Todos aproveitamos estes dias para meditar um pouco e sentirmos mais intensamente a Pessoa de Jesús e espírito vicentino nas nossas vidas a par, também, de um descanso merecido e um pouco de convívio e conhecimento mútuo entre todos. Sem dúvida, uma experiência muito enriquecedora para todos nós…

Bruno

sexta-feira, março 18, 2005

Matar Saudades...

Confesso que já tinha saudades, depois de mais de um mês fora... Sim, tinha saudades da casa, da comunidade, da cidade e de outras coisas mais, depois de um mês de missão nas encantadoras ilhas canárias e suas gentes acolhedoras e extrovertidas... Mas, as saudades que tinha e a que me refiro têm a ver com o P. Muneta, com a música, com a polifónica Turolense. Por incrível que pareça, não me lembro, desde que estamos em Espanha, de passar tanto tempo sem escutar e disfrutar de um concerto orientado pelo P. Muneta. Depois de mais de um mês, antes de ontem tivemos oportunidade de escutar mais uma vez a polifónica, interpretando alguns temas de Muneta como foi o caso de "Pueri Hebreorum" e "Crux Fidelis", e outros bem famosos e belos como são o "Agnus Dei" da - Missa da Coronação - de W. A. Mozart, o "Aleluia" - da obra - Messias - de Haendel e um fragmento do "Gloria in excelsis Deo" de Antonio Vivaldi. Sem dúvida, obras de, como se diz aqui em Espanha, "poner los pelos de punta"...
Como se não bastasse, ontem houve outro concerto, este de cordas, em que se tocaram várias e também belas obras como, por exemplo, "Marcha de las Ilustrísimas Directoras", do nosso grande maestro P. Muneta, "Ave Verum" de W. A. Mozart, introdução ao "Glória" de Antonio Vivaldi e um "Trio em Dó Maior" de J. Haydn, entre outras obras, também elas muito boas.
Ao que parece, hoje há outro concerto, mas não vamos poder estar presentes, porque iniciamos hoje os nossos exercícios espirituais em Saragoça e que se prolongam até quarta-feira. Depois, desde quinta-feira Santa até Domingo da Ressurreição estaremos divididos em 2 grupos para a preparação e celebração do Mistério Pascal: 2, eu e o José ficamos aqui na paróquia da Milagrosa e os restantes, sob orientação de Sor Magdalena, vão para os "pueblos" do P. Baltazar. Seguramente, estes dias serão de muita importância para cada um de nós quer a nível espiritual quer pastoral. Mais tarde escreveremos para partilhar as nossas experiências...
Bruno

quinta-feira, março 17, 2005

VALLE DE JINAMAR


Porque não tenho qualquer tipo de prazer em deixar os nossos leitores assaltados pela curiosidade sobre o que se passou nas terceira e quarta semanas da nossa estadia em Canárias, aqui estou disposto a partilhar, sempre de forma fragmentária e incompleta, um pouco mais das nossas vivências e experiências missionárias...

Nessas duas semanas, estando já a equipe formada (ver artigo de 16/03/2005), o nosso trabalho consistiu em, conjuntamente com a Paróquia de San Juan Bosco (Valle de Jinámar), preparar a missão que irá realizar-se nos seus territórios de Eucaliptus 1, Los Helechos e Las Violetas, no final deste ano (Outubro ou Novembro). Pode parecer estranho que a missão se realize só nestas zonas, mas é uma situação bastante compreensível devido à extensão dos seus territórios, que se têm vindo a missionar desde 1995.
Essa paróquia, bastante jovem, é uma zona excessivamente povoada. É também uma zona de habitação social, onde encontramos gente vinda do (antes espanhol) Saara, gente vitima das mais variadas pobrezas e também gente que aí comprou a sua casa. As construções primam pela altura, habitando em cada bloco uma média de 40/48 famílias (em Eucaliptus 1). A nivel social é uma zona bastante conflitiva e carenciada. Aí estão patentes os problemas com a toxicodependência, com a prostituição, com as familias desagregadas, com a pobreza. É de louvar, no entanto, o trabalho da paróquia na área da acção social (Cáritas, “S. Francisco de Assis” para os toxicodependentes e “Media Luna” para as crianças)... podemos dizer que é uma paróquia verdadeiramente vicentina!!!
Todas as manhãs (excepto sexta-feiras), o nosso dia missionário começava com a oração da manhã na e com a paróquia, à qual se seguia a celebração da Eucaristia. Depois, tomado o café que na paróquia gentilmente nos ofereciam, reunía a equipe para preparar o trabalho do dia. O resto da manhã era passado a visitar os territórios a missionar. Nessas visitas, o nosso propósito era, contactando com as pessoas que já tinham algum tipo de contacto com a paróquia (catequistas, membros de grupos paroquiais, pais de crianças na catequese e outros), convidá-las a participar nos encontros de reflexão a realizar na segunda semana e encontrar “enlaces” em cada bloco. (Aqui vejo a necessidade de fazer uma pequena explicação: a missão vicentina na Provincia de Zaragoza começa, na(s) primeira(s) semana(s), por fazer visitas a todas as familias do território a missionar, nas quais se apresenta a missão e se convida à participação na mesma. Os “enlaces” são as pessoas que, em cada bloco, fazem um trabalho prévio de anúncio dessa visita dos missionários, e que servem de contacto entre a paróquia e os residentes nesse bloco). Na manhãs da segunda semana o trabalho era o mesmo, sendo porém alvo diferente: os visitados eram os doentes da paróquia e suas familias.
Pelas tardes o nosso trabalho era mais variado...
Assim, na primeira semana, todas as tardes mantivemos uma hora de encontro com as crianças da paróquia (e que crianças!!!). Eram mais de 100 crianças e cada uma mais irrequieta que a outra, mas todas encantadoras... foi cansativo estar com esses pequeninos mas todos chegámos ao ultimo dia com a agradável sensação de que valeu a pena.
Além dos encontros com as crianças, mantivémos encontros com os seus pais, os adolescentes, os jovens, os catequistas e com os diversos grupos da paróquia (Conselho Pastoral, Cáritas, Catequese de Adultos, ...). O objectivo de todos esses encontros era, para além de os animar nos seus trabalhos, de os entusiasmar e envolver na missão.
Na última semana, e como tempo especial, todas as tardes se realizou um encontro de reflexão e oração, cujo objectivo era a descoberta da vivência comunitária da fé e como essa vivência impele para a missão.
Foram duas semanas muito bem passadas... O ambiente na equipe missionária não podia ser melhor... a receptividade por parte da paróquia também... enfim, se assim foi a preparação, nem quero imaginar como será a missão!!!
Como ponto final neste tempo especial de preparação da missão, no último sábado, e numa celebração muito participada e vivida, foi enviada toda a paróquia em missão. A nós foram entregues “pintaderas” (tipicas de Gran Canária) e o diploma missionário.

Ass: Nuno Miguel Lopes

(Foi para mim muito importante a participação neste trabalho de missão não só por poder sentir uma vez mais que estou a trilhar o caminho certo mas também por verificar que a lingua espanhola já não é assim tão difícil para mim... desde ter que a usar com desconhecidos, para presidir a orações, para fazer catequese, enfim, em todas as actividades normais numa missão...)

Deste tempo de missão muito mais haveria para contar (peripécias, descobertas, frustrações, ...), mas por agora fico por aqui, não quero que o tamanho do artigo assuste aos nossos leitores... e, mais tarde, quem sabe se escreverei mais sobre o assunto!??!

quarta-feira, março 16, 2005

JINÁMAR – MARZAGÁN


Como o prometido é devido, aqui estou com vontade de partilhar as minhas vivências por terras Canárias...

Na segunda semana da nossa estadia por essas paragens, estivémos envolvidos num trabalho de pós-missão na Paróquia da Imaculada Conceição de Jinámar-Marzagán. Foi então que conhecemos os restantes membros da equipe missionária na qual nos iriamos inserir: os PP. Pablo, Alexis e Stanislav e as irmãs Dolores e Rosário, eles “paúles” e elas Filhas da Caridade. Era uma equipe muito internacional: um eslovaco, dois portugueses, quatro “canarinhos” e dois “godos” (nome que os de Canárias dão aos espanhois peninsulares). Era uma equipe muito jovem, na qual havia seis elementos cuja idade era igual ou inferior a trinta anos. Assim, como seria natural, reinou o ambiente descontraido e alegre, e foi essa a nossa primeira vitória e “arma” de evangelização.

Nessa primeira semana, em que o que se pretendia era revitalizar um pouco o espírito da missão que se havia vivido naquelas paragens, o nosso tempo dividiu-se em diversas actividades: pelas manhãs (e tempos livres pelas tardes), depois da oração da manhã com os membros da comunidade paroquial que a nós se queriam juntar, visitámos os pais das crianças da catequese, as pessoas que haviam estado mais ligadas à missão e os doentes; pelas tardes encontrámo-nos com as crianças, com os seus pais, com as suas catequistas, com os adolescentes, com o Conselho Pastoral e outros agentes da pastoral paroquial. Como momento alto da semana, com os adultos, de quarta a sexta, realizaram-se pregações sobre a vivência comunitária da fé. Com as crianças, e porque estas não são nada dadas a grandes discursos, optámos por fazer uma caminhada a uma aldeia chamada Hornos del Rey, onde se cantou, brincou e rezou.

Foi uma semana muito intensa e o grupo teve que dividir-se várias vezes por coincidência de horário de actividades distintas.

Houve momentos de grande alegria, como quando fizemos a caminhada com as crianças; houve momentos de grande cansaço, como quando alguns tinham que subir as mais altas encostas dos mais altos montes para fazer uma visita; houve momentos de desespero, como quando alguns, depois de subir ao mais alto da mais alta encosta, descobrem que a doente que iam visitar já estava com o Senhor há doze anos; houve momentos de impotência, como quando alguns tentavam falar de Jesus a um grupo de mais de vinte crianças; houve momentos de arrepiar, como quando um homem alcolizado (ou drogado) decidiu que continuamente havia de interromper a pregação do P. Alexis; houve momentos de grande conversão, como todos aqueles em que Stanislav visitava um doente, que inevitavelmente deixava “confessado e comungado”; enfim, foi uma semana que deu para tudo, até para iniciar os nossos (que se tornaram habituais) jogos de cartas após o almoço... e que campeão se mostrou o nosso Bruno!!!

Assim foi a nossa segunda semana em Canárias...
... numa próxima crónica contaremos das outras duas... até lá!


Ass: Nuno Miguel Lopes

terça-feira, março 15, 2005

MISSIONÁRIOS


Depois de uma prolongada ausência deste cantinho virtual de ligação a Portugal, e de um mês de trabalho missionário, eis que volto à partilha de vivências, experiências e notícias desde o Seminário Interno Interprovincial da CM em Teruel.

O Seminário Interno, tempo de conhecimento da CM, além da formação teórica prevê também a formação práctica. Nessa área, para além dos trabalhos pastorais, a que podemos chamar de ordinários (como a catequese, o voluntariado na prisão, o voluntariado com os imigrantes e sem abrigo, o voluntariado no “El Pinar”,...), há também a experiência de trabalho na missão, vocação por excelência da CM. Assim, todos os seminaristas foram enviados, durante um mês, para diferentes locais, em missão. Os da Província de Madrid foram enviados para uma missão em Alicante. O José e o Ramón foram enviados para Cuenca. O Alexis, o Nacho, o Bruno e eu fomos enviados para Gran Canária.

Todos regressámos a Teruel com o sorriso no rosto, aquele sorriso de quem experimentou algo que lhe agradou e que por isso descobre que está no caminho certo. É comum a todos o agrado pelo trabalho realizado e a vontade de caminhar cada vez com mais empenho no seio da Cogregação da Missão.

O trabalho em Gran Canária, que o Bruno e eu vivemos, dividiu-se em três partes distintas: na primeira semana, em que realizamos convivências com os alunos do Colégio de San Vicente de Paúl, no Lomo Apolinário em Las Palmas (que o Bruno já descreveu); na segunda semana, na Paróquia da Inmaculada Concepción de Jinámar-Marzagán, en que participámos num tempo de pós-missão; e, finalmente, nas terceira e quarta semanas, na Paróquia de San Juan Bosco, no Valle de Jinámar, em que participámos num tempo de pré-missão.

Sobre as nossas experiências nos trabalhos de pós e pré missão escreveremos nas nossas próximas partilhas... é que, regressados a Teruel, as aulas voltaram e o trabalho que supõem também...


Ass: Nuno Miguel Lopes

NOTA: Não quero deixar de aproveitar este meio para saudar e felicitar todas as Filhas da Caridade de Portugal neste dia em que celebramos a Solenidade de Santa Luisa de Marillac, sua co-fundadora... Que sejam cada vez mais como ela no serviço e amor ao pobre!!!