segunda-feira, julho 25, 2005

Despedida de Teruel

A etapa do Seminário Interno, aqui em Teruel, terminou na passada quinta-feira com um retiro espiritual e celebraçao da eucaristia. A partir de entao, toda a comunidade se foi desmembrando, uns de partida para trabalhos pastorais, outros para férias. Neste momento, somente estamos aqui eu, o Nuno e mais dois padres da comunidade.

De um modo geral, todos consideramos que o ano que aqui passámos foi muito positivo, tanto a nível pessoal como como pastoral (prisao de Teruel, hospital psiquiátrico e mês de missao) e, sobretudo, vicentino (estudo de biografias de S. Vicente, Santa Luisa, santos e ramos da Familia Vicentina, espiritualidade, etc). De tudo isto resulta um maior discernimento vocacional e sentido de pertença à CM.

Terminando, desejos de um bom trabalho para quem está em trabalhos pastorais e de boas férias para todos...

Bruno, cm

terça-feira, julho 12, 2005

La fiesta de la Vaquilla

Terminou ontem (11 de Julho), a festa tradicional de aqui de Teruel, chamada de “La vaquilla”. Durante a semana antecedente, muitos turolenses tiveram a oportunidade de assistir a vários concertos e corridas de touros, os protagonistas desta festa. Cheia de simbolismos, a festa teve início “oficial” no sábado, dia 9, com muita gente, de Teruel e de fora, à espera que fosse colocado um lenço vermelho à volta do pescoço do “torico” existente na praça principal de Teruel. Quando isto ocorreu, já todos estávamos com as roupas completamente encharcadas de água, vinhos e sumos com que foram brindados todos os que estavam na praça (quanto ao porquê de todos se molharem naquele momento e com toda a classe de bebidas, nao faço ideia). Até ao dia 11 toda a cidade de Teruel se vestiu de duas cores: o branco a dominar e também o vermelho. Às 24 horas do dia 11, ou seja, dia 12, a festa terminou com a retirada do lenço que três dias antes tinha sido posto ao pescoço do “torico”, e depois de nesse mesmo dia terem “passeado” pelas ruas de Teruel vários touros, que nao causaram males maiores, pois estavam sujeitos por uma corda e vários homens a controlar os seus movimentos.
É normal que em toda a festa, sobretudo se nao tem qualquer carácter religioso, se vejam pelas ruas coisas que normalmente nao se vêem ou pelo menos em número considerável, sobretudo, os bêbados. No final de tudo, as ruas de Teruel estavam irreconhecíveis: lixo por todo o lado, algunas coisas destruídas e um cheiro nao muito agradável.
Muitas outras coisas ficam por contar, mas com isto já dá para ter uma ideia geral desta festa, que é a mais importante e famosa daqui de Teruel…
Bruno, cm

quarta-feira, julho 06, 2005

SEMINÁRIO INTERNO POR TERRAS DE S. VICENTE DE PAULO - III


Como a moda literária e cinematográfica do momento são as trilogias, também eu termino, com este terceiro artigo, o relato dos acontecimentos e peripécias da nossa viagem ao «Berceau» no último fim de semana...

«Não há sábado sem domingo, nem domingo sem missa».
Foi dessa maneira que iniciámos o nosso último dia de viagem. Para (não) variar, os últimos a chegar à capela fomos o Luis Miguel e eu... a tradição tem muito peso... No recolhimento do nosso pequeno grupo familiar e acolhimento da (bem bonita) capela, celebrámos a ressurreição do Senhor.
Depois de alimentados espiritualmente foi momento de alimentar os corpos... e terminada essa, sempre reconfortante tarefa, fomos visitar os padres jovens há mais tempo e doentes que estão nessa comunidade...
Terminada a visita, prestadas algumas (inúteis) ajudas informáticas a um dos padres, foi momento de sair para uma última volta pela cidade de Pamplona... é que, por incrivel que pareça, faltáva-nos ver a cidadela...
Tiradas as últimas fotos saímos como raios em direcção a Olite (terra natal do nosso navarrrrrrrrrrrro director).
Olite é um lugar não muito grande mas muito bonito e antigo.
Depois de visitarmos a irmã do P. Santi, de tomarmos uma coca-cola e rirmos com umas fotos antigas, fomos à descoberta de Olite, guiados pelo orgulhoso filho da terra... Primeiro, o castelo (foi muito tempo o castelo dos reis de Navarrrrrra)... reconheço que é um dos castelos mais bonitos que já vi... os reis navarrrros tinham gosto!!! Depois fomos ver a igreja de S. Pedro, onde o P. Santi foi baptizado... bem queriamos venerar a pia baptismal, mas a porta estava fechada... depois, fomos ver a igreja de santa Maria do Castelo... bem bonita e muito antiga... espanta como num lugar tão pequeno há tanto que ver...
Como os nossos estomagos já roncavam, fomos tomar o aperitivo com a familia do Santi... depois fomos em busca de um restaurante. Chegámos a um, parámos à porta e há 3 de nós que se apressam a entrar. Já os estavam a sentar e eles já quase a pedir o que iam comer quando se dão conta que o Santi está a chamar para irmos para outro lado... desembaraçados como são deram uma desculpa e sairam a correr... finalmente fomos almoçar a um self-service... e, reconheço, que comemos muito bem!
Terminada a refeição, saimos e fomos tomar o café à pousada que está no castelo... sentímo-nos que nem reis...
Finalmente, e porque muitos kilómetros nos esperavam, saímos em direcção a Zaragoza.
A viagem até Zaragoza correu muito bem. Aí deixámos o Santi (que aí havia deixado o carro) e o Ramón.
Como a carrinha estava com uns pequenos problemas técnicos (problemas de bateria) parámos numa estação de serviço para tomar uma coca-cola (é que o ar condicionado já não funcionava)... O Luis Miguel passou-me a direcção do «bólide» e saímos com a esperança de que a carrinha não desse mais problemas.
Poucos kilómetros haviamos andado quando, num tom calmo e civilizado, avisei a tripulação, que toda a parte eléctrica da carrinha se tinha ido... nem o indicador de velocidade funcionava... sem ter tempo para muito mais, nem a tripulação para muito pânicos, sinto que a carrinha começou a perder velocidade e o motor parou! Com o balanço que trazía consegui levá-la para a berma e aí a parei.
Depois de muitos pequenos pânicos da minha tripulação, de umas chamadas para o Santi e para a assistencia em viagens, e de colocados os triangulos de sinalização, ficámos esperando...
Finalmente chegou o Santi e com ele o Ramón com uma carrinha do estudiantado de Zaragoza. Era uma fantástica carrinha ford, em condições duvidosas, com aspecto de anciana trabalhadora. O facto é que essa «menina» nos trouxe a Teruel sãos e salvos... a viagem demorou um pouco mais e o condutor chegou um pouco cansado, mas é realmente um veículo de combate...

Assim terminámos as nossas aventuras do passado fim de semana...
Valeu a pena!
Foram três dias muito intensos mas muito agradáveis e interessantes!
A riqueza do que turisticamente apreciámos... O agradável ambiente familiar que vivemos... a espiritualidade do lugar que é o «Berceau»... foram e são para não esquecer!!!

Nuno Miguel Lopes, cm

terça-feira, julho 05, 2005

SEMINÁRIO INTERNO POR TERRAS DE S. VICENTE DE PAULO - II


Como o prometido é devido, aqui está a segunda parte do esboço de relato das peripécias e lugares da nossa viagem do último fim de semana...

Depois de uma noite bem dormida, de recarregadas as baterias para o nosso segundo dia de maratona, tomado o pequeno almoço, e arrumada a cozinha, montámos na nossa estimada carrinha e partimos em direcção a terras gaulesas.
A viagem foi tranquila, sem problemas ou enganos, e outra coisa não se esperava, depois de termos elevado as nossas vozes em coro numa cantada oração de louvor ao Criador...
Cruzámos a fronteira e, para surpresa geral, o milagre aconteceu: o Luis Miguel já não falava que não o francês...

Chegámos ao «Berceau de Saint Vincent de Paul».
Para os que já aí haviam estado antes foi um regresso a casa. Para os que aí se encontravam por primeira vez, foi um descobrir a beleza da simplicidade do lugar. Visto um pequeno video que serviu de ambientação, dirigimo-nos à casa de S. Vicente. Aí celebrámos, tão festiva como emocionadamente, a eucaristia no lugar de nascimento do nosso Fundador.
Terminada a eucaristia, assinado o livro de visitas e tiradas as fotos necessárias, visitámos a igreja.
Como se chegava a hora da comida, dirigimo-nos a Saint Vincent de Paul para almoçar, mas como nesse dia o único restaurante da terra estava fechado fomos para Dax. Aí, junto a uma das fontes termais, almoçámos (uns melhor que outros, mas é o que dá não aproveitar as aulas de francês...).
Depois passámos pela casa do Sr. De Commet, pela Catedral e pelas ruas da cidade.
Saindo de Dax fomos a Buglose, para podermos ver a imagem da Virgem que foi venerada por S. Vicente.
Despois de bebermos da água que dizem ser milagrosa, voltámos ao Berceau para comprar uns «souvenirs» e cumprimentar a comunidade de «Lazaristes». Os souvenirs comprámos mas da comunidade nem sinal (o que é normal porque sendo um sábado estavam ocupados com os seus ministérios). Só pudémos cumprimentar a um sacerdote da Provincia de Polónia, com quem falámos alegremente em francês... até houve um que lhe falava tão alegremente que convencido que lhe estava a falar em francês só lhe saía espanhol... era eu!
Como não estávamos para ficar, e o ritmo da nossa viagem era marcado pela expressão «como raios», tendo dado uma volta por aí, vista a casa do seminário interno, voltámos à estrada e desta vez de regresso a espanha: San Sebastián nos esperava...
Em San Sebastián visitámos a casa e a comunidade «paúl», onde tomámos uma refrecante bebida.
Como raios fomos para a cidade, estacionámos a carrinha e partimos em maratona turistica: La Concha, Iglesias, Catedral (ao longe), ruas típicas (de ambiente duvidoso), Ayuntamiento,... até que regressámos à carrinha frescos como umas alfaces colhidas há duas semanas!?!
Regressámos a Pamplona e, depois de jantar, partimos para um passeio mais (desta vez só para desentorpecer as pernas...) e tomar um copo (numa esplanada de um café com o nome «Chaves»)...
E o dia chegou ao fim... os olhos já piscando de sono, os corpos cansados... e fomos dormir...
zzzzzzzzzz

Nuno Miguel Lopes, cm

Nota: Falta a Parte III... amanhã sairá...

segunda-feira, julho 04, 2005

SEMINÁRIO INTERNO POR TERRAS DE S. VICENTE DE PAULO - I


No passado fim de semana (1 a 3 de Julho), como nos havia sido prometido no inicio, o Seminário Interno saiu de Teruel para visitar o «Berço» do nosso Fundador. Foi uma viagem animada e muito interessante.
Saímos na sexta-feira, pelas 8:30 h. O sol já havía extendido os seus quentes raios há algum tempo, mas os olhos teimavam em fechar-se. Cheio o depósito de gasóleo, verificada a pressão de ar dos pneus, saímos em direcção ao nosso primeiro destino: Zaragoza. Aí nos esperava Santi, nosso estimado Director, que como extra, nesta viagem desempenhou o papel de guia.
Como «raios» saímos de Zaragoza orando ao Senhor dos Céus e da Terra. As nossas vozes unidas louvavam e pediam protecção ao Senhor e Deus dos pobres.
Primeira paragem: «Monasterio de la Oliva».
Este interessante e muy antigo mosteiro Cisterciense, é um lugar onde se respira história em cada canto por onde se passa. Ai tivemos também a possibilidade de observar a devoção com que os monjes cantavam a hora sexta.
Segunda paragem: Sangüesa.
Esta antiga cidade, com uma interessante zona histórica, foi o local onde recuperámos energias com um bom almoço. O método de escolha do restaurante foi o mais acertado: entrámos onde estavam comendo os trabalhadores municipais e da construção civil. Bem almoçádos seguimos viagem... como «raios»!!!
Assim chegámos a Javier.
Ai, estivémos no local de nascimento de S. Francisco Xavier, hoje uma bonita igreja. Ao lado, e em outra igreja, vimos, o Bruno e eu, algo que nos encantou: um painel de azulejos, oferta do embaixador português, escritos em português, sobre o envio do Santo de missão para a India pelo rei de Portugal.
Saídos de Javier dirigimo-nos ao mosteiro de Leyre. Mais um mosteiro muito antigo e igualmente rico em história, histórias e interesse. Ai descobri uma santa quase homónima: Santa Nunilo, mártir. Bem podem imaginar a risada que foi...
Depois, já o sol se preparava para ir iluminar o outro lado do planeta, chegámos a Pamplona. Ai ficámos muito bem instalados na comunidade vicentina.
Antes de jantar, e porque não se pode perder tempo, fomos dar uma volta pela cidade, passámos pela catedral, pelas ruas tipicas, e tomámos algo numa esplanada. Depois de jantar, e porque não se pode desperdiçar tempo, fomos dar uma volta mais. Já cansados fomos descansar para restaurar energias para o segundo dia da nossa viagem.

Nuno Miguel Lopes, cm

NOTA – os segundo e terceiro dias ficarão para as próximas crónicas... é sempre bom manter o suspense...