sexta-feira, agosto 05, 2005

A ALTA EDUCAÇÃO DO PADRE


Terminei hoje de ler o livro do (nosso) P. Sena Freitas, recentemente (re)editado pela Universidade Católica Portuguesa, intitulado «A Alta Educação do Padre». É certo que o que é de sua autoria é a “introdução, nacionalização e comentação de dois notáveis discursos de Monsenhor Spalding, Bispo de Peoria nos Estados Unidos”, mas a dimensão e riqueza dessa sua “Introdução”, editada por primeira vez em 1909, levou-me a ficar surpreendido com este (até então para mim) ilustre desconhecido.

Numa época dificil não só política mas também eclesiasticamente, o P. Sena Freitas, seguindo o pensamento do Msr. Spalding, apresenta como urgente e fundamental a boa formação dos futuros sacerdotes, não só nas ciências teológicas mas também nas outras ciências. Afinal estava-se ainda a sofrer os efeitos da “guerra” fé-razão, e um sacerdote sem uma boa preparação, por muito santo e piedoso que seja, se não está no mundo e nem tenta compreendê-lo acaba por prestar um serviço incompleto (para não dizer mau) à Igreja.
Se a ideia do P. Sena Freitas era verdadeira para o seu tempo, não o deixa de ser para o nosso. Afinal, neste tempo de progressiva laicização da sociedade e do mundo, urge que os sacerdotes procurem falar numa linguagem inteligivel para os homens a quem se dirigem, para que a Igreja não se encaminhe para um ghetto, para fora do mundo.
Porém, como já o afirmava o P. Sena Freitas, o que é necessário não é só propiciar a adequada formação académica aos seminarista, mas também, e fundamentalmente, que cada sacerdote, e cada leigo, busque a formação de que necessita por sua propria iniciativa.
São os retos do P. Sena Freitas...
... Como os acolhemos nós hoje?

Nuno Miguel Lopes, cm

2 comentários:

Anónimo disse...

Nuno y Bruno saludos desde Burgos de Luismi y Toni. Un abrazo

Anónimo disse...

También de Nacho ya desde Cartagena.