terça-feira, abril 26, 2005

ERNEST HEMINGWAY

Ninguém é uma illa, completo em si mesmo; cada homem é um pedaço do continente, uma parte da terra; se o mar leva consigo uma porção de terra, toda a Europa diminui, como se fosse um promontório, ou a casa de um dos teus amigos, ou a tua própria casa; a morte de qualquer homem me diminui, porque estou ligado à humanidade; e, por conseguinte, nunca perguntes por quem tocam os sinos; tocam por ti.”
John Donne


Este belo pensamento de John Donne lí-o na abertura de uma das obras de Ernest Hemingway intitulada, em español, “Por quién doblan las campanas”. Chamou-me a atenção, para além do autor, o título do livro: De que é que tratará, a que é que se refere? Na verdade, a minha curiosidade ficou satisfeita simplesmente com este pensamento com o qual o autor dá início ao seu romance. Trata do problema da morte, do (quase nulo) sentido de humanidade que existe em tempos de guerra, no caso desta obra, na guerra civil espanhola.
Libertando um pouco mais a minha reflexao, este pensamento faz-me pensar no absurdo que é a guerra, no absurdo que é deixar morrer alguém à fome ou enfermo se podemos, nós mesmos, ajudar a evitá-lo. Quão absurda é a morte, nestes casos, se eu tenho conciência que com a morte de cada uma dessas pessoas morre uma parte de mim, uma parte da humamidade…
Que diferente seria o mundo se este pensamento de John Donne formasse parte do nosso agir e modo de ver o mundo e os problemas que afectam a humanidade!...
Neste sentido, já percorremos um largo e importantísimo caminho, mas é necesario muito mais ... e nós somos capazes disso…
Mãos à obra!…
Bruno

1 comentário:

Anónimo disse...

Ainda bem que no vosso SI tb há tempo para ler E. Hermingway. em outros tempos, era só a vida e obra de santos. é bem-vinda a mudança
NP