domingo, maio 15, 2005

XXVII Semana de Música em Teruel

Como tinha prometido ao Nuno, farei um relato o mais breve que possa sobre a grande semana musical que tivemos aquí, em Teruel, desde 9 a 14 de Maio, celebrando a XXVII Semana de Música. Esta semana, evidentemente, teve como principal dinamizador, o Pe Muneta, de modo que tivemos a oportunidade de escutar em quase todos os concertos a estreia de alguna das suas obras; algunas delas, sem dúvida, de muita qualidade, e que ele próprio afirma, não fosse ele o entendido em música.
Passando à crónica propriamente dita, no dia 9 de Maio escutamos o trio de nome “Karasiuk”; pai e seus dois filhos deliciaram-nos com peças de vários compositores, entre os quais Mozart, Bréval, Haydn y Zappa, todas tocadas com contra-baixo, violoncelo e violino. Sem dúvida, uma maravilla, mas o melhor ainda estaria para vir. No dia seguinte, foi a vez de outro trio, um trio “caseiro”, de Teruel, e que já tinhamos tido a oportunidade de escutar. Foram interpretadas varias peças de Tull, Bruch e Danzi, nomes um pouco menos conhecidos, pelo menos para mim, todas a 3 instrumentos: violino, clarinete e piano; escusado será dizer que também foi um momento musical muito bom… Mais um dia e seguiu-se a “Orquestra de Camara de L’Emporda” que nos brindou com vários temas de Toldrá e Grieg, para além do “Suite Don Quijote” de Telemann; este último e para mim, sem dúvida o melhor do dia. Quinta-feira, 12 de maio, com a semana a passar voando, escutamos a Orquestra Filarmónica de Camara de Orenburgo (Russia). Deliciaram-nos, não menos que este adjectivo para qualificar a sua actuação, com temas de músicos do Barroco: Haendel, Bach, Pergolesi e Boccherin.
Até ao momento, este tinha sido o melhor conjunto que tinhamos escutado ao longo da semana; absolutamente fantástico tanto pela arte com que tocavam como também pela voz e interpretação extraordinária da solista da orquestra… Quando todos pensávamos que difícilmente se igualaria a beleza deste último concerto, surge, na sexta-feira, o Coral Oscense, que, de maneira nenhuma, fica atrás do anterior; começaram com a interpretação de uma obra belíssima do Pe Muneta e terminaram com a famosíssima obra de Haendel: “El Mesías”, uma amplia secção da I e II partes, terminando com o arrebatador Aleluia; composto de coro e orquestra, sem dúvida que o seu valor se centra mais no coro e seus solistas, todos eles muito bons. A semana da música terminaria no Sábado, 14 de Maio com um Noneto checo que interpretou várias peças de Vranicky e Rejcha; os instrumentos eram o violino, viola, violoncelo, contra-baixo, flauta, oboe, clarinete, trompa e fagote; a este concerto o Nuno e eu só assistimos aos últimos momentos, pois tinhamos estado a ajudar na animação da missa vespertina de Pentecostes, na Milagrosa; mesmo assim, no que deu para escutar, creio que se terminou da melhor forma esta semana da música.
Muito difícilmente voltaremos a ter a oportunidade de assistir a tantos concerto seguidos e de tão grande qualidade. A nossa “aventura” espanhola, também fica marcada por este aspecto, a música…
Bruno

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