Como deve ser do conhecimento geral, na passada semana foi aprovada pelo Governo espanhol uma lei que concede o direito ao “matrimónio” por parte das parelhas homossexuais. Como se tal não bastasse, além do direito ao “matrimónio” (que, como já deveis ter notado, nem ouso escrever com letra grande), o governo espanhol concede o direito a essas mesmas parelhas de adoptar uma criança.
A Igreja Católica em Espanha, pela voz da Conferência Episcopal, logo reagiu, e bem, vindo alertar para o facto de o direito de adopção ser um direito da criança e não do casal que a adopta. Além disso, o Matrimónio é uma instituição da humanidade e um Sacramento da Igreja Católica (e de outras) que prevê a união de amor de duas pessoas de sexos diferentes.
Na minha opinião, realmente deveria ser criado um enquadramento legal qualquer para a união entre duas pessoas do mesmo sexo, para regular algo que já existe de facto. No entanto nunca chamaria essa união de Matrimónio. Chamem-lhe contrato, chamem-lhe o que queiram, Matrimónio não!!! Além disso não venham dizer que essas parelhas tem o direito de adoptar uma criança!!! Ninguém o tem, muito menos essas parelhas!!! O direito é sempre da criança, e eu, que não sou psicólogo, creio que não seria saudável para uma criança ser criada por dois pais ou duas mães!!! É a psicologia que alerta para a necessidade que a criança tem dos dois modelos, um masculino e outro feminino! Alguns defendem que tal não é significativo porque há crianças que foram criadas por parelhas homossexuais e são absolutamente normais e até heterossexuais. É o argumento mais absurdo que já ouvi! Onde já se viu ser a excepção a fazer a norma???
Hoje, estando eu a ler o “EL MUNDO”, deparei-me com esta carta de uma leitora que não posso deixar de partilhar convosco (Não ouso traduzir porque seria uma tarefa tão ingrata como fracassada):
“LA MINORÍA DE LOS QUE NO SON MINORÍA
Sr. Director:
Cada vez más me doy cuenta que pertenezco a una minoría extrañísima en España. Lamento reconocer que nuestra familia no es políticamente correcta, ya que en ella no hay ningún musulmán, preso, homosexual, cineasta o actor de moda, político nacionalista, drogadicto, maltratado/a, inmigrante ilegal, abortos provocados o eutanasias activas. Nuestro problema es que vivimos en Madrid, los niños estudian, confieso que en un centro concertado y los mayores trabajamos y pagamos los impuestos. Para empeorar la situación, somos católicos creyentes y practicantes. Me gustaría preguntarle al presidente del Gobierno si tiene algún plan para minorías como la nuestra, a la que lo que le preocupa es la seguridad ciudadana, el terrorismo, que funcione la justicia, la educación, la sanidad y las infraestructuras y que en lo demás nos dejen en paz.
Como sugerencia, podían empezar por tratarnos al menos como al burro ibérico y crear una Fundación para la Protección de la Familia Autóctona del País, y declararnos especie protegida en peligro de extinción.”
Maria José Larrea. In “El Mundo” de 9/19/2004
Ass: Nuno Miguel Lopes
5 comentários:
Lo siento por lo que pasa en mi país. Por la ley que se quier aprobar se concluye que en España hay mucho maricones. vaya por Dios!!!!!!!!!!!
A Igreja (a Igreja somos todos nós) não existe para condenar ou para lamentar, mas sim para proclamar como é bom e belo o casamento cristão, sacramento/sinal do amor que Deus nos tem. Será que os cristãos e as cristãs o têm feito? Estes casos podem levar-nos a uma revisão sadia da nossa teologia do matrimónio, por exemplo, na linha do Cântico dos Cânticos... Claro que "quem semeia ventos colhe tempestades". Não teremos sido demasiado "moralistas"?. Valeria a pena um debate sério sobre o assunto.
Rebeca
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