sábado, outubro 09, 2004

“MATRIMÓNIO”


Como deve ser do conhecimento geral, na passada semana foi aprovada pelo Governo espanhol uma lei que concede o direito ao “matrimónio” por parte das parelhas homossexuais. Como se tal não bastasse, além do direito ao “matrimónio” (que, como já deveis ter notado, nem ouso escrever com letra grande), o governo espanhol concede o direito a essas mesmas parelhas de adoptar uma criança.
A Igreja Católica em Espanha, pela voz da Conferência Episcopal, logo reagiu, e bem, vindo alertar para o facto de o direito de adopção ser um direito da criança e não do casal que a adopta. Além disso, o Matrimónio é uma instituição da humanidade e um Sacramento da Igreja Católica (e de outras) que prevê a união de amor de duas pessoas de sexos diferentes.
Na minha opinião, realmente deveria ser criado um enquadramento legal qualquer para a união entre duas pessoas do mesmo sexo, para regular algo que já existe de facto. No entanto nunca chamaria essa união de Matrimónio. Chamem-lhe contrato, chamem-lhe o que queiram, Matrimónio não!!! Além disso não venham dizer que essas parelhas tem o direito de adoptar uma criança!!! Ninguém o tem, muito menos essas parelhas!!! O direito é sempre da criança, e eu, que não sou psicólogo, creio que não seria saudável para uma criança ser criada por dois pais ou duas mães!!! É a psicologia que alerta para a necessidade que a criança tem dos dois modelos, um masculino e outro feminino! Alguns defendem que tal não é significativo porque há crianças que foram criadas por parelhas homossexuais e são absolutamente normais e até heterossexuais. É o argumento mais absurdo que já ouvi! Onde já se viu ser a excepção a fazer a norma???

Hoje, estando eu a ler o “EL MUNDO”, deparei-me com esta carta de uma leitora que não posso deixar de partilhar convosco (Não ouso traduzir porque seria uma tarefa tão ingrata como fracassada):

LA MINORÍA DE LOS QUE NO SON MINORÍA

Sr. Director:
Cada vez más me doy cuenta que pertenezco a una minoría extrañísima en España. Lamento reconocer que nuestra familia no es políticamente correcta, ya que en ella no hay ningún musulmán, preso, homosexual, cineasta o actor de moda, político nacionalista, drogadicto, maltratado/a, inmigrante ilegal, abortos provocados o eutanasias activas. Nuestro problema es que vivimos en Madrid, los niños estudian, confieso que en un centro concertado y los mayores trabajamos y pagamos los impuestos. Para empeorar la situación, somos católicos creyentes y practicantes. Me gustaría preguntarle al presidente del Gobierno si tiene algún plan para minorías como la nuestra, a la que lo que le preocupa es la seguridad ciudadana, el terrorismo, que funcione la justicia, la educación, la sanidad y las infraestructuras y que en lo demás nos dejen en paz.
Como sugerencia, podían empezar por tratarnos al menos como al burro ibérico y crear una Fundación para la Protección de la Familia Autóctona del País, y declararnos especie protegida en peligro de extinción.

Maria José Larrea. In “El Mundo” de 9/19/2004
Ass: Nuno Miguel Lopes

5 comentários:

Anónimo disse...

Lo siento por lo que pasa en mi país. Por la ley que se quier aprobar se concluye que en España hay mucho maricones. vaya por Dios!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

A Igreja (a Igreja somos todos nós) não existe para condenar ou para lamentar, mas sim para proclamar como é bom e belo o casamento cristão, sacramento/sinal do amor que Deus nos tem. Será que os cristãos e as cristãs o têm feito? Estes casos podem levar-nos a uma revisão sadia da nossa teologia do matrimónio, por exemplo, na linha do Cântico dos Cânticos... Claro que "quem semeia ventos colhe tempestades". Não teremos sido demasiado "moralistas"?. Valeria a pena um debate sério sobre o assunto.
Rebeca

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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