quinta-feira, novembro 18, 2004

BRANCO


Depois de uma noite muito bem dormida no conchego do meu confortável e quente leito, do vivificante duche matinal, do, não menos vivificante, momento de “alabanza” ao Senhor que é e dá vida e do fortalecedor pequeno-almoço, saí, bem agasalhado, para comprar o jornal.
Como sempre, pela rua comigo se foram cruzando apressada e encolhidamente turolenses em direcção aos seus matinais afazeres. Eu, na minha calma e contemplação de quem não tem pressa, fui caminhando e observando o mundo que se colocava na minha frente por mais este dia.
Com espanto fui verificando que a cor dominante, nesse mundo que diante mim se perfilava, era o branco. Com estranheza verifiquei que os bancos de jardim, antes castanhos, agora estavam de branco revestidos, que os tejadilhos dos carros, antes de cores variadas, agora estavam cobertos de um branco comum e até as ervas e plantas de jardim, na sua simplicidade, se haviam revestido da alva cor. Que se passava? A resposta é muito simples: os quatro graus negativos que se fizeram sentir durante a noite não quiseram deixar a sua passagem incógnita, e como sua lembrança e sinal deixaram-nos a alva e fria geada.
Num imenso coro de louvor, toda a criação se une para cantar o seu Criador!!!
Juntemos as nossas vozes a esse coro, louvemos o Criador!!!

Ass: Nuno Miguel Lopes

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