quinta-feira, novembro 11, 2004

FORMAÇÃO PERMANENTE


Ontem, logo pela manhã, começámos a preparar tudo para bem acolher os irmãos Paúles que se viriam juntar à nossa comunidade para uma manhã de formação permanente.
Havia que comprar o necessário para primar na arte de bem receber, e assim o fizemos, logo pela manhã.
Havia que preparar a sala para o encontro, e assim o fizemos, colocando cadeiras e juntando mesas.
Havia que preparar a oração inicial, e assim se fez.
Havia que preparar um pequeno “mata-bicho” para quando os convidados chegassem, e assim se fez.
Depois de tudo preparado bastou esperar que quem se dirigia ao nosso encontro chegasse para que o encontro acontecesse.
Pelas 11:30h chegaram e foram convidados a beber um café e trincar alguma coisa.
Aqui em casa, e segundo o ecónomo, o especialista em café sou eu. Havia ele afirmado isso perante os nossos convidados, para quem eu era só o desconhecido seminarista português, quando me senti que nem Francisco de Sales no seu primeiro sermão em Paris. Num teste à minha humildade, a qual confesso que não é das virtudes que tenho mais desenvolvidas, os primeiros cafés que tentei tirar resultaram numa chuveirada de café e borras. Afinal até os grandes especialistas têm imprevistos e ontem tive o meu. Foi uma situação engraçada e embaraçosa, mas ainda o dia estava a começar.
Depois veio o encontro de formação que correu muito bem. O alvo das partilhas (dos sacerdotes, porque nós, humildemente ou talvez não, colocámo-nos na posição de quem quer ouvir para aprender, ou confortavelmente prefere deixar os outros fazer as despesas de oratória) foi o documento final da Assembleia Geral de Julho último e um artigo do P. Flores. Foi uma partilha interessante e rica pelas diversas proveniências dos que a faziam (todos desta zona da Província de Saragoça, mas de diferentes casas).
Depois da formação veio o convívio. Foi uma grande e farta refeição, com tudo o que o encontro de amigos que se querem bem exige.
Foi uma experiência muito boa!
Vale a pena estar fora do meu país para ir vendo e aprendendo como se vive o seu Paúl por estas bandas!!!

Ass: Nuno Miguel Lopes

2 comentários:

Anónimo disse...

Olá, Nuno!
Sigo com muito interesse as tuas crónicas de Teruel. "Edifica-me" a fraternidade que reina entre vós, sorrio com os aspectos anedóticos, como, desta vez, esse do café. Tens jeito para cronista!
De qualquer modo,penso que esta crónica ficou incompleta, desculpa lá... poderias ter partilhado connosco algumas das preocupações/conclusões dessa insigne assembleia...
Um abraço para Teruel

Anónimo disse...

Caro leitor, anónimo mas presumo que amigo, o facto é que não podia fazer o que me pedes... pelo simples facto de que não estava presente... é que, com muita pena minha, tive que sair a pedido do ecónomo da casa para fazer umas compras de última hora... é assim a vida!!!
Mas pode ser que o Bruno, que esteve presente até ao final, partilhe o que ouviu e se partilhou...

Um abraço fraterno,
Nuno Miguel Lopes